CAPÍTULO 18
COMO PERDER UM CARA COMETENDO ESSE ÚNICO GRANDE ERRO!
Vanessa
Adrian estacionou na garagem embaixo do nosso prédio. Era por volta das 22h e eu ainda estava muito tonta. Eu inclinei minha cabeça no assento para olhar para ele. — Então, sobre o que vocês conversaram no bar?
Ele estacionou o carro. — Creme para assaduras, principalmente. A filha de Jason e Sloan está com uma erupção na pele.
Eu coloquei meu lábio para fora em um beicinho. — Eu sei, pobre bebê Emma.
Ele desligou a ignição. — Sobre o que vocês conversaram?
Eu encolhi os ombros. — Principalmente seu pênis.
Ele empalideceu. — O quê?
— De Josh também — falei defensivamente. — Mas principalmente o seu.
Ele parecia divertido. — E o que exatamente qualquer uma de vocês tem a dizer sobre meu pênis? Nenhuma de vocês o viu.
Eu joguei minhas mãos. — Eu sei! Foram muitas teorias da conspiração, principalmente. — Eu me soltei e me virei para ele com meus joelhos no assento. — Há um boato de que é enorme. Você não precisa me dizer - pisque uma vez se for verdade, mas não precisa me dizer.
Ele riu e saiu do carro. Eu o observei dar a volta e abrir minha porta. Eu praticamente desabei.
— Tudo bem, vamos lá — disse ele, colocando-me em pé. — Você pode andar?
Dei de ombros. — Se eu tropeçar, vou apenas transformar isso em uma dança sexy.
Ele estava sorrindo. — Estou mantendo Grace por mais algumas horas até que você fique sóbria. Você pode se segurar em mim se eu te carregar?
Eu esfreguei meu nariz. — Sim.
Ele se virou e eu pulei em suas costas.
Ele me carregou para dentro do prédio e subiu as escadas. Em uma corrida.
Três andares acima e ele nem estava sem fôlego. Eu só podia imaginar a resistência que esse homem teria na cama - sério, eu só podia imaginar. Eu nunca estive com alguém com um corpo como o dele.
Eu ria enquanto Adrian me levava nas costas pelo corredor. — Ei, podemos ir para o meu apartamento antes de ir para a sua casa para pegar Grace? Eu quero te mostrar uma coisa.
— Claro. — Ele parou na minha porta e procurou suas chaves enquanto eu me pendurava dele como um macaco.
Eu amava que ele tinha a chave do meu apartamento. Não apenas para que ele pudesse entrar e me salvar do ventilador de teto ou fazer limpezas de aniversário sem aviso prévio, mas porque eu adorava que não houvesse portas fechadas entre nós. De verdade. Não fisicamente ou de outra forma. Ele sabia tudo que havia para saber sobre mim. Ele sabia sobre a minha família de merda - ele até sabia que eu estava preocupada em ficar doente. E aqui estava ele de qualquer maneira.
Quando ele abriu a porta, ele me carregou até o sofá, se virou e me colocou para baixo.
— Tudo bem — falou. — O que você quer me mostrar?
— Sente-se — ordenei, puxando o bolso de sua calça.
Ele sorriu e se sentou ao meu lado, e eu segurei a luminária para desligar a luz. Uma centena de estrelas brilhantes surgiram sobre nós no teto.
— Uau — ele respirou.
— Eu sei, certo? — Eu me virei para ele no escuro. — Você já teve isso quando estava crescendo?
Ele riu um pouco. — Sim. Acho que elas ainda estavam lá no meu antigo quarto na casa da minha mãe até que a venderam.
— Por que os adultos param de fazer coisas assim? — perguntei, inclinando minha cabeça para olhar para o teto. — Por que esquecemos?
— Não é muito sofisticado. Acho que teria algumas explicações a dar se trouxesse uma mulher para casa e este fosse o teto do meu quarto.
— Oh, meu Deus. Eu adoraria se um homem me levasse para casa e este fosse o teto de seu quarto. Eu ficaria muito mais animada para fazer sexo com ele.
Eu podia sentir ele olhando para mim. — Mesmo? Você acha que estão disponíveis na Amazon Prime?
Eu ri. — Só para você saber, não estou fazendo sexo com você só porque vou lá e vejo estrelas que brilham no escuro em seu teto.
— Existe alguma coisa pela qual você vai fazer sexo comigo? Eu gostaria de começar.
Eu ri. Bem, isso era flerte. Não o seu M.O23 usual. Ele nunca disse coisas assim para mim.
Ele estava brincando, é claro.
Eu gostaria que ele não estivesse.
Ele olhou de volta para as estrelas. — Se esta vista tivesse uma trilha sonora, qual você acha que seria? — ele perguntou.
— Não sei, mas acho que provavelmente haveria um solo de saxofone bem épico. Uma pequena pausa de jazz no meio?
Ele riu. — De onde você vem com essas coisas?
Dei de ombros. — Meu monólogo interior é como uma centena de abas abertas. Você deveria ouvir as coisas que eu não digo. — Então, um sorriso malicioso surgiu em meu rosto. — Adrian?
— Sim?
— Posso tocar no seu pacote de seis?
Ele bufou. — O quê?
Acendi a luz e pisquei inocentemente para ele. — Estou falando sério. Nunca toquei em um antes e o seu é muito bom. Está meio que na minha lista de desejos.
Ele riu. — Claro?
Bati palmas com entusiasmo e ele levantou a barra da camisa e se recostou no sofá. Coloquei minhas pernas embaixo de mim e mordi meu lábio, olhando para seu corpo.
Uma trilha de cabelo descia até o topo de sua calça. Eu não sei por que, mas isso era ainda mais quente do que o abdômen.
Prendi a respiração quando comecei a escovar meus dedos sobre seu estômago, traçando ao longo das cristas de seus músculos. Então eu alisei minha palma e passei sobre sua pele quente. Eu praticamente estremeci com o contato.
Nunca me senti tão atraída por alguém. Nunca. E não era apenas físico - era tudo. Eu amava sua firmeza e confiança, sua gentileza com Grace. Ele era generoso, gentil e protetor com as pessoas de quem gostava. Ele era inteligente, engraçado e leal - e me fazia querer fazer coisas com ele.
Eu queria mergulhar minhas mãos em suas calças, escarranchar em seu colo e beijá-lo. Senti-lo ficar duro embaixo de mim, deixá-lo tirar minhas roupas. Eu podia imaginá-lo me empurrando de costas no sofá, deslizando sobre mim. Eu quase podia sentir o peso dele entre minhas pernas...
A ponta do meu dedo mindinho deslizou sob a cintura de sua calça enquanto eu vasculhava sua pele e ele limpou a garganta. — OK, vamos ter que parar com isso aqui ou vamos ter problemas. — Ele se sentou e puxou a camisa sobre o estômago.
Engoli em seco, tentando fingir que estava sem fôlego. — Que tipo de problemas?
— Você sabe que tipo de problemas.
Corei, me sentando ao lado dele, me sentindo um tanto triunfante. Eu não acho que sóbria teria os meios para parecer tão satisfeita comigo mesma por quase dar uma ereção ao meu vizinho, mas bêbada estava emocionada.
— Ei — eu disse, colocando meu cabelo atrás da orelha. — Obrigada por esta noite. Você me deu o dia perfeito hoje. Foi perfeito. Jaxon Waters cantou parabéns para mim. Como você sabia o que eu gostaria?
Ele me estudou em silêncio por um momento. — Porque eu conheço você. Eu sei o que é importante para você — ele disse, segurando meus olhos. — Conteúdo para seu canal, para que você possa continuar arrecadando dinheiro para pesquisas sobre ELA. Boa comida. Experiências únicas na vida.
Eu sorri para ele gentilmente.
— Tenho tanta sorte de conhecê-lo — falei baixinho.
Ele parou por um momento. — Eu me sinto da mesma forma. Como se minha vida fosse um quarto abafado e você fosse a brisa que entrava quando a janela se abria.
Olhamos um para o outro... então ele deslizou uma mão quente sobre a que eu tinha no sofá entre nós. Isso passou por mim como um relâmpago.
Ele estava me tocando!
Adrian quase nunca me tocava - e quando o fazia, não era assim.
Baixei meus olhos para nossas mãos e quando olhei para cima, seu olhar se moveu para meus lábios.
Oh, meu Deus…
Oh, meu Deus, ele queria me beijar!
Imediatamente pensei em quanto ele bebeu. Não muito, certo? Porque eu não conseguia nem envolver meu cérebro em torno da ideia de que ele me queria, de qualquer forma, a menos que houvesse algo atrapalhando sua tomada de decisão. Mas ele fez parecer que ele estava pensando sobre isso.
Quanto tinha eu tinha bebido? Eu estava interpretando mal isso?
Meu coração estava disparado. Seu polegar começou a se mover para frente e para trás no topo da minha mão como um lembrete de que estava ali de propósito. Senti um puxão invisível em direção a ele, como se houvesse uma corda entre nós que ambos estivéssemos puxando.
Eu o encarei por mais um momento. Então me sentei, inclinei-me e o beijei.
Eeeee ele não me beijou de volta.
Acho que teria registrado isso muito mais rápido se não estivesse zumbindo. Sóbria eu teria percebido que não estava indo bem. Mas, como estava bêbada, deixei passar cerca de três segundos a mais do que deveria. Apenas pressionando meus lábios em uma boca que não respondia.
Ele me empurrou suavemente para longe dele. — Vanessa, não…
A humilhação instantânea tomou conta de mim. — Desculpe-me, eu não sei o que me deu.
Ele balançou sua cabeça. — Seu...
Eu acenei para ele. — Você sabe o que? Está bem. Eu também não me beijaria — falei, levantando-me rapidamente.
Ele se levantou, deu um passo em minha direção e estendeu a mão. — Não é isso...
Eu não conseguia nem olhar para ele. Eu estava tão envergonhada. O que diabos eu estava pensando? — Você deveria ir. Vejo você amanhã.
— Vanessa, acho que devemos conversar sobre isso.
Eu ri secamente. — Eu realmente não quero. Eu cometi um erro. Eu estava apenas presa no momento e estou bêbada - isso não significa nada, honestamente. Eu gostaria de não ter feito isso. Sinto muito — falei, olhando-o nos olhos.
Algo brilhou em seu rosto.
— Por favor — pedi — apenas diga a Becky para trazer Grace para casa. Obrigada por hoje e vamos esquecer isso.
— Vanessa...
— Adrian, vá!
Ele esperou um momento, apenas olhando para mim antes de apertar a mandíbula, passar por mim e sair. Fechei a porta atrás dele e deslizei para o chão, instantaneamente sóbria - e desejando não estar.